SOBA – 1 ano

A Sociedade Odontológica Brasileira de Acupuntura completou em 15 de Novembro de 2015 1 ano de sua fundação.
Da necessidade de união, tendo como objetivo inicial, após ter sido a Acupuntura reconhecida finalmente na ANEO como especialidade odontológica, a SOBA se posiciona como a primeira (e até o presente momento única) representante dos Cirurgiões Dentistas que praticam Acupuntura.
Foi muito gratificante ver interesses comuns sendo alinhavados e agregados como se fosse uma receita cujos ingredientes foram, e são, camaradagem, amor, garra e todos os sentimentos positivos. Nos tornamos uma família. Como toda família, alguns desentendimentos eventuais sempre resolvidos com respeito, como adultos com a coisa fraterna mesmo.
O futuro é hoje! O sonho do reconhecimento como especialidade se concretizou, mas há necessidade de continuarmos no processo dinâmico de resoluções de problemas que haverão de surgir, mas a pro atividade do grupo irá prevalecer. Fizemos e vamos continuar fazendo história e vamos precisar mais que nunca manter este espírito, esta aderência.
Opinem sempre, critiquem, participem.
Demos um passo importante, mas a caminhada é longa. Com amigos ao lado, fica prazerosa e produtiva.

Helio Sampaio Filho – Presidente da SOBA.

A eficácia da acupuntura em problemas odontológicos

Tema em diversas pesquisas  da USP a  acupuntura já mostrou sua eficiência na odontologia. Em seu estudo, o professor da FORP Rodrigo Galo comparou a eficácia da terapia de acupuntura com o tratamento convencional em pacientes com disfunção temporomandibular, que é o funcionamento anormal dessa articulação. A disfunção provoca sintomas muito incômodos aos pacientes, como dores de cabeça, dores de ouvido e zumbidos, cansaço dos músculos da mastigação, e dificuldade para abrir a boca. Pode afetar adultos e crianças.

traumasssO tratamento convencional da disfunção temporomandibular consiste na utilização de uma placa estabilizadora pelo paciente, durante a noite. A placa é confeccionada em material rígido, e tem função de aliviar as articulações, promover o relaxamento dos músculos da região e proteger os dentes do desgaste.

A pesquisa concluiu que sessões de acupuntura nesses pacientes têm a mesma eficácia da utilização do tratamento convencional, com a placa estabilizadora. “O resultado positivo vai além da comprovação de que o método é efetivo, existe a comodidade também. A placa deve ser utilizada pelo paciente, toda noite, por aproximadamente 8 horas, que é a quantidade indicada de sono por noite. Já as sessões de acupuntura têm duração média de 20 minutos, uma vez por semana. É muito mais confortável para o paciente”, diz Galo. Ainda segundo o pesquisador, a literatura comprova resultados positivos da aplicação das agulhas em casos de nevralgia do nervo trigêmeo, paralisia facial e bruxismo (o “ranger” de dentes), principalmente em crianças.

Contra a ansiedade e no pós-operatório

Mas a acupuntura não é utilizada somente para tratamento das doenças. “Ela desempenha função importante antes do tratamento também, como uma maneira de tranquilizar o paciente. Existem pontos na cabeça que, quando estimulados, agem como tranquilizantes, diminuindo ansiedade na cadeira do dentista”, explica Galo.

Acredita-se que a eficácia da terapia está relacionada com o estímulo do sistema nervoso central. Os pontos tradicionais de aplicação das agulhas, que são estimulados, são aqueles com maior número de terminações nervosas. Isso aumenta a circulação de neurotransmissores como ocitocina e noradrenalina, por exemplo. “Existem pesquisas que mostram que quando o ponto é estimulado corretamente, o sistema nervoso central é ativado. Se a agulha é colocada longe do ponto, não há estímulo do sistema nervoso”, diz Rodrigo.

Outra pesquisa desenvolvida na FORP também demonstra os benefícios da acupuntura em situações de pós-operatório. “Um trabalho realizado comprovou que depois de cirurgias em terceiros molares, em pacientes que realizaram uma sessão de acupuntura antes da cirurgia, e outra logo depois, houve redução na necessidade de consumo de analgésicos, principalmente nas primeiras horas da cirurgia”, relata a professora Maria Cristina Borsatto.

 

Fonte: http://www5.usp.br/